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Como fazer as roupas durarem mais?

19 de maio de 2017

Se existe algo que a gente aprende com o tempo, é que vale a pena investir em peças de qualidade. Sabemos que os tecidos fazem toda a diferença e isso, claro, custa dinheiro. Mas cuidando bem delas, você as terá por muito mais tempo, não precisará comprar toda hora uma nova peça e terá um consumo muito mais consciente!

Aprenda a ler as etiquetas

É a regra principal. É preciso saber o significado de cada símbolo. Isso facilita muito na hora da compra da roupa, pois de antemão você já sabe quais são os cuidados necessários. E o que isso significa? A roupa precisa ser lavada à mão? Só pode ser lavada à seco? Se você não tiver como fazer isso, nem compre a peça. É importante que a roupa tenha a ver com o seu estilo de vida, que você consiga cuidar dela do jeito correto.

Manter as roupas nos lugares certos

Sabia que cada roupa deve ser guardada de um jeito certo? Quando eu descobri isso tudo mudou! Antes ou eu pendurava quase tudo ou dobrava, e nunca entendia o porque algumas peças ficavam laceadas ou com marcas. Ou seja, se a roupa estica você tem que deixar dobrada, já se ela tem tecido plano, pode pendurar em cabides.

Não lave a roupa toda hora

Muitas vezes nem usamos quase a roupa e já colocamos para lavar. Quando mais lavamos, menos elas duram! O segredo é sempre deixar a peça respirar depois de ser utilizada. Você pode pendurar em um cabide e deixar no varal, e vale até usar uma espécie de spray aromatizador pra ajudar – indico muito esse da Ingrid Lisboa, fácil de fazer! Pra ajudar, você ainda vai economizar na água e ajudar o meio-ambiente!

Escolha bem os produtos de limpeza

Fique de olho nos rótulos do produto e tente usar o mínimo possível! Vale utilizar inclusive, receitas caseiras, que na maioria das vezes funcionam muito melhor! Inclusive em caso de manchas, tente removê-las o quando antes. Corra até o banheiro e lave com água fria, e se possível passe um sabão neutro.

Deixe secar ao natural

Sabemos que muitas vezes morando em locais pequenos, fica difícil ter espaço para pendurar todas as roupas, e com isso acabamos recorrendo à secadora, mas vale lembrar que diversos tecidos podem encolher dessa maneira, e por isso o melhor é pendurar no varal. Para ajudar ainda mais, jaquetas, blusas de tecido plano e camisas, podem ser colocadas para secar em um cabide, assim evita a marca do pregador. Aliás, quanto menos pregador melhor, menos marcas!

E vocês, tem alguma dica para ajudar as roupas a durarem mais? Essa são as que eu uso e ajudam muito, tenho peças que adoro há muito tempo e tenho certeza que vão durar ainda mais.

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Marcas autorais e com propósito

08 de março de 2017

São alguns bons anos escrevendo sobre moda por aqui e mais alguns trabalhando no mercado. Vi muita coisa acontecer e passei a questionar – e muito – tudo o que eu consumia. Quando você passa a entender como a indústria produz, muita coisa muda. Hoje não compro nada sem olhar a etiqueta, entender qual o real valor da peça, qual o tecido e onde foi produzida. Continuo comprando nas grandes fast-fashions como Zara, Renner e C&A, e também em diversas outras marcas, mas também, me permiti descobri tantas outras, mais autorias e com propósito.

O importante é saber escolher, é entender qual a história da peça, e não ir somente pela marca ou pela tendência. Com isso acabei também questionamento meu estilo, o jeito como eu consumo, e passei a me atentar muito mais na qualidade ao invés da quantidade. O resultado disso é que já estou na terceira leva de peças no Enjoei, me desfazendo do que não faz sentido.

Tenho buscado cada vez mais marcas autorais, e elas não param de aparecer, principalmente na internet. Eu vivo fuçando no instagram e acompanho muitas pessoas que me inspiram, e muitas marcam marcas realmente incríveis. E tem desde as que criam peças básicas, fazem suas próprias estampas, até marcas de bijoux e lingerie.

Prosa

Acredito que muitos já conheçam a marca da Carol Burgo, a Prosa. A marca é paixão antiga, sou completamente apaixonada pelas estampas que a Carol cria. São lindíssimas! Além disso, no site todas as modelos são reais, são suas amigas e as vezes ela mesma, então temos uma real ideia de como a roupa ficará no corpo.

Loja Prosa

FTC Adorm

O Follow The Colours é de longe um dos meus sites favoritos, e um dos mais inspiradores que eu conheço. Há algum tempo, eles lançaram o FTC Adorm, de acessórios contemporâneos, feitos em madeira e incrivelmente lindos. Todas as peças são feitas à mãe e em quantidade limitada. Os nomes das peças são inspirados em nomes de mulheres importantes na história, o que mostra ainda mais o propósito da marca.

FTC Adorm

Louloux

Ah, esses sapatos! Não basta ter um design super diferenciado, a Louloux se preocupa com sustentabilidade e tem uma histórias incrível! A marca trabalha com material excedente e outras fábricas, ou seja, as invés de ir tudo pro lixo, eles criam. Por isso são poucas unidades de cada modelo, e um é mais lindo que o outro. E eu claro, tenho uma queda pelas botas!

Louloux

Iara Wisnik

Eu me encanto cada vez que entro no site da Iara Wisnik. As peças tem um design clean, recortes geométricos, cores marcantes e uma modelagem linda. Ela é toda pensada para combinar entre si, para que você tenho o essencial de qualidade e possa produzir looks incríveis.

Iara Wisnik

Shieldmaiden

A Shieldmaiden é uma marca com roupas atemporais, onde você vai encontrar o vestido preto, a camiseta básica, com a diferença de estar usando tecidos de qualidade. Aqui eles priorizam tudo o que é nacional, e ainda utilizam matéria prima com baixo impacto ambiental, optando por algodão orgânico e PET reciclável. E o preço é incrível!

Shieldmaiden

A quantidade de marcas que eu poderia citar aqui, são imensas! E eu ainda quero trazer outras descobertas que eu tenho certeza que todos vão adorar!

Ter no armário peças que façam sentido, que se preocupam com sustentabilidade, em criar pensando em quem vai usar, e não simplesmente no lucro e na tendência, tem sido o objetivo de muitas pessoas.

Pense no que você consumo, no que isso trás para a sua vida e para o mundo. Faça escolhas melhores, bem pensadas e ajude os pequenos criadores, faz diferença!

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A hora do Slow Fashion e do Slow Chic

27 de dezembro de 2011

A cada ida ao shopping, não resistimos as redes fast fashion, que vendem peças bacanas por preços amigos, acabamos levando algumas para o provador e sempre nos apaixonamos por algo e corremos para o caixa garantir nossa peça desejo. Mas chegando em casa, e ao abrir o armário, quantas vezes nos deparamos com peças ainda com etiquetas? Ou então que nunca usamos? Ou mesmo peças novas que estão “ultrapassadas”, mesmo que tenhamos comprado há apenas alguns meses atrás. Aí é hora de separar o que não se quer mais, e colocar no armário as peças que são tendência, mesmo que daqui há um ano você tenha que refazer o armário inteiro.

Já passaram por isso?

Somos assim, adoramos uma novidade. Vamos atrás de peças novas mesmo sabendo que não cabe mais no nosso armário. E com a facilidade que as fast fashion nos proporcionam fica ainda mais fácil. Que mulher não ama uma Zara, Renner, C&A, Riachuelo ou Marisa? Que sempre trazem novidades para terras brasileiras por preços acessíveis que fazem nossos olhos brilharem?

Mas com isso acabamos sempre num mesmo ciclo: compramos a novidade, passados alguns meses já está ultrapassado, compramos mais… é algo que não acaba nunca, e por isso, nunca estamos satisfeitas com o conteúdo do nosso armário. E o pior, muitas vezes as peças não tem nada a ver com a gente, com nosso estilo ou personalidade, apenas compramos porque estão “na moda”.

Compras e mais compras!

Por conta desse consumo desenfreado, nasceu na Europa o chamado Slow Fashion, que é um mode de agir e pensar, e principalmente, de consumir. O lema do movimento é o consumo consciente e sustentável. Afinal, com o ritmo intenso, e novidades a cada minuto, a confecção das roupas estão cada vez piores, e as peças cada vez mais descartáveis. A ideia é valorizar peças atemporais e de boa qualidade, e que também sejam ecofriendly.

Em resumo, o slow fashion propõe que pensemos sobre qual o papel da moda na nossa vida, deixar os momentos shopaholic um pouco de lado, e valorizar um estilo mais sustentável, sem ter a obrigação de seguir tendências. E também mostrar a importância de optas por peças artesanais, reaproveitadas e até de segunda mão. Dando um basta nas empresas que se aproveitam desse consumo e acabam usando mão de obra escrava para baratear as produções.

Apesar deste não ser um conceito novo, ele está mais em evidência agora. Uma das precursoras deste movimento é a estilista sueca Sandra Backlund, que é conhecida por suas roupas de lã que até 2010 eram feitas à mão por ela mesma. E que até chegou a recusar desfilar na semana de moda de Londres: “pessoas que gostam de pensar a moda mais como uma forma de arte do que uma indústria”.

Aqui no Brasil algumas marcas já estão entrando no movimento, como é o caso da Maria Bonita, que criou a MB Infinito. A marca trás peças clássica e atemporais, como a camisa branca. Mesmo durante a troca de coleção as peças serão as mesmas, mudando somente as cores, que serão de acordo a coleção da Maria Bonita. Além disso as peças são confeccionadas em algodão egípcio e malha de bambu sustentável. As peças já estão à venda nas lojas da marca em todo o Brasil.

E com o slow fashion veio também um novo lifestyle, chamado Slow Chic, que nasceu em Paris, considerado um dos lugares onde as pessoas se vestem melhor. E claro, com o best seller A Parisiense escrito por Inès de La Fressange, só vem para afirmar essa tendência. No livre ela mostra que as parisienses não são fashion victim, e que antes de tudo, vestir-se bem é um estado de espírito.

O livro não trás tendências: “No meu guia, não quis ditar regras, mas dar conselhos. Por exemplo, não ficar bloqueada nos 30 anos quando se tem 50”. Além de lindo, já que parece um caderno de anotações, com ilustrações feitas pela própria Inés e fotos onde a modelo é sua filha Nine, trás dicas valiosas.

Logos grandes e jóias brilhantes vão contra o estilo slow chic, que exige antes de tudo, qualidade. Mas vale misturar peças de grife e estilos diferentes, e claro, fazer algo que as parisienses amam: descobrir novas grifes e estilistas, e melhor ainda se forem criativos e com preços acessíveis. Aqui menos é mais, e ser elegante é o principal.

Dicas para seguir o slow fashion e o slow chic:

  • frequente brechós, muitas peças voltam com novos nomes, como a calça flare;
  • faça uma tarde de trocas com as amigas, é divertido e você garante peças novas;
  • customize peças que você não quer mais,
  • procure locais que ajudem a modificar suas roupas, como o Restaura Jeans;
  • invista em boas peças básicas como camisa branca e calça de alfaiataria.

 

E quem quiser saber um pouco mais sobre o slow chic, leia a coluna da Costanza Pascolato que saiu na Vogue de setembro e que ela postou no seu blog, é ótimas!

E vocês já seguem algumas dessas dicas?

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