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A hora do Slow Fashion e do Slow Chic

27 de dezembro de 2011

A cada ida ao shopping, não resistimos as redes fast fashion, que vendem peças bacanas por preços amigos, acabamos levando algumas para o provador e sempre nos apaixonamos por algo e corremos para o caixa garantir nossa peça desejo. Mas chegando em casa, e ao abrir o armário, quantas vezes nos deparamos com peças ainda com etiquetas? Ou então que nunca usamos? Ou mesmo peças novas que estão “ultrapassadas”, mesmo que tenhamos comprado há apenas alguns meses atrás. Aí é hora de separar o que não se quer mais, e colocar no armário as peças que são tendência, mesmo que daqui há um ano você tenha que refazer o armário inteiro.

Já passaram por isso?

Somos assim, adoramos uma novidade. Vamos atrás de peças novas mesmo sabendo que não cabe mais no nosso armário. E com a facilidade que as fast fashion nos proporcionam fica ainda mais fácil. Que mulher não ama uma Zara, Renner, C&A, Riachuelo ou Marisa? Que sempre trazem novidades para terras brasileiras por preços acessíveis que fazem nossos olhos brilharem?

Mas com isso acabamos sempre num mesmo ciclo: compramos a novidade, passados alguns meses já está ultrapassado, compramos mais… é algo que não acaba nunca, e por isso, nunca estamos satisfeitas com o conteúdo do nosso armário. E o pior, muitas vezes as peças não tem nada a ver com a gente, com nosso estilo ou personalidade, apenas compramos porque estão “na moda”.

Compras e mais compras!

Por conta desse consumo desenfreado, nasceu na Europa o chamado Slow Fashion, que é um mode de agir e pensar, e principalmente, de consumir. O lema do movimento é o consumo consciente e sustentável. Afinal, com o ritmo intenso, e novidades a cada minuto, a confecção das roupas estão cada vez piores, e as peças cada vez mais descartáveis. A ideia é valorizar peças atemporais e de boa qualidade, e que também sejam ecofriendly.

Em resumo, o slow fashion propõe que pensemos sobre qual o papel da moda na nossa vida, deixar os momentos shopaholic um pouco de lado, e valorizar um estilo mais sustentável, sem ter a obrigação de seguir tendências. E também mostrar a importância de optas por peças artesanais, reaproveitadas e até de segunda mão. Dando um basta nas empresas que se aproveitam desse consumo e acabam usando mão de obra escrava para baratear as produções.

Apesar deste não ser um conceito novo, ele está mais em evidência agora. Uma das precursoras deste movimento é a estilista sueca Sandra Backlund, que é conhecida por suas roupas de lã que até 2010 eram feitas à mão por ela mesma. E que até chegou a recusar desfilar na semana de moda de Londres: “pessoas que gostam de pensar a moda mais como uma forma de arte do que uma indústria”.

Aqui no Brasil algumas marcas já estão entrando no movimento, como é o caso da Maria Bonita, que criou a MB Infinito. A marca trás peças clássica e atemporais, como a camisa branca. Mesmo durante a troca de coleção as peças serão as mesmas, mudando somente as cores, que serão de acordo a coleção da Maria Bonita. Além disso as peças são confeccionadas em algodão egípcio e malha de bambu sustentável. As peças já estão à venda nas lojas da marca em todo o Brasil.

E com o slow fashion veio também um novo lifestyle, chamado Slow Chic, que nasceu em Paris, considerado um dos lugares onde as pessoas se vestem melhor. E claro, com o best seller A Parisiense escrito por Inès de La Fressange, só vem para afirmar essa tendência. No livre ela mostra que as parisienses não são fashion victim, e que antes de tudo, vestir-se bem é um estado de espírito.

O livro não trás tendências: “No meu guia, não quis ditar regras, mas dar conselhos. Por exemplo, não ficar bloqueada nos 30 anos quando se tem 50”. Além de lindo, já que parece um caderno de anotações, com ilustrações feitas pela própria Inés e fotos onde a modelo é sua filha Nine, trás dicas valiosas.

Logos grandes e jóias brilhantes vão contra o estilo slow chic, que exige antes de tudo, qualidade. Mas vale misturar peças de grife e estilos diferentes, e claro, fazer algo que as parisienses amam: descobrir novas grifes e estilistas, e melhor ainda se forem criativos e com preços acessíveis. Aqui menos é mais, e ser elegante é o principal.

Dicas para seguir o slow fashion e o slow chic:

  • frequente brechós, muitas peças voltam com novos nomes, como a calça flare;
  • faça uma tarde de trocas com as amigas, é divertido e você garante peças novas;
  • customize peças que você não quer mais,
  • procure locais que ajudem a modificar suas roupas, como o Restaura Jeans;
  • invista em boas peças básicas como camisa branca e calça de alfaiataria.

 

E quem quiser saber um pouco mais sobre o slow chic, leia a coluna da Costanza Pascolato que saiu na Vogue de setembro e que ela postou no seu blog, é ótimas!

E vocês já seguem algumas dessas dicas?

2 comentários

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2 Comentários

  • Fee
    dez 28, 2011

    Eu ainda não conhecia esse movimento. Achei bem interessante. Acho importante que as pessoas pensem com cuidado na hora de comprar. Eu mesma tenho duas peças no meu guarda-roupa que não consigo usar, e isso já me incomoda, estou tentando encontrar uma forma de usa-las, tenho dó de desapegar, haha.